quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A SITUAÇÃO COMUNICATIVA


     Ao retomar a leitura de “Aspectos gramaticais, notacionais e os gêneros",                                  especificamente nesse trecho, vejo como enriquecimento para uma reflexão:
... “a situação comunicativa implica escolhas de gêneros textuais que se materializarão em textos. Os aspectos linguísticos, sejam eles notacionais ou gramaticais, estão inseridos nessas produções. Nas definições de gêneros, costuma-se associar as escolhas linguísticas aos aspectos de “estilo” associados a cada gênero”.


 Afirma Possenti:  “o falante tem sua gramática internalizada, muitas vezes inconsciente, esse processo de internalização se deu pelo contato com os gêneros e suas materializações. Talvez a inconsciência nesse processo, no entanto, especialmente em se tratando das situações mais formais de comunicação, se refletem na inadequação de algumas escolhas a determinados gêneros”.


O ENSINO DA LINGUAGEM ORAL

O texto “O desenvolvimento e o ensino da linguagem oral: a necessidade de ficcionalização”, de Bernard Schneuwly (2011, p. 143-146).

 Conforme o autor: As formas cotidianas de produção oral funcionam em especial nas crianças, principalmente na forma de reação imediata a palavra dos outros interlocutores presentes; a gestão da palavra é, portanto, coletiva; a palavra do outro constitui o ponto de partida da palavra própria. Embora igualmente inscrita numa situação de imediatez, pelo próprio fato de que a produção oral se dá, em geral, em presença de outros na forma dialogal, segundo as situações, as formas institucionais do oral implicam outros modos de gestão que são essencialmente individuais: o que será dito não se elabora.  Mas necessita de uma preparação, em modalidades diversas, que entra em interação com o processo de produção em situação, a palavra alheia não é somente aquela imediatamente presente, mas ao mesmo tempo, aquela proferida antes,  por outros não presentes, aos quais igualmente se dirige: a da instituição e a de seus membros e representantes.



TEXTOS LITERÁRIOS E SUA INTERPRETAÇÃO

        MGME - Aprofundamento de Conteúdos e Metodologias - Língua Portuguesa - 1a edição/2013
“... a obra literária clássica não deve ser vista como um livro antigo e fora de moda, mas como um livro que nunca sai de moda. Como mostrarmos aos nossos alunos que um livro escrito há mais de um século pode ainda estar de moda?  O mundo atual nos oferece uma grande variedade de gêneros textuais, os quais lemos a todo momento. Com a tecnologia, os nossos alunos estão acostumados ao imediatismo e ler um livro não é algo tão imediato. Sabemos que há adolescentes/crianças que gostam de ler Harry Potter, saga do Crepúsculo, entre outras obras. Mas e os livros e autores clássicos? Como é a recepção dessas obras pelos alunos”?
 Na leitura de textos literários e na sua interpretação, as interpretações de Iser Wolfgang e Eni Orlandi, são bastante pertinentes para essa reflexão e com embasamento nesse contexto teórico as transcrevo:
 Iser Wolfgang” insistiu  fortemente no fato de que um mesmo texto pode ser objeto de leituras diversas, contrastantes, que não há interpretação “correta” de uma obra que tenha de se impor, que todo texto é por definição polissêmica e ambígua, rica de numerosos “potenciais de significação”, não esgotadas pelo leitor que se nutre de interpretações múltiplas e variadas. No entanto, as interpretações não são infinitas. O texto, por sua estrutura e seu conteúdo a um só tempo explícito e implícito, guia a imaginação do leitor, controlando-a. A leitura é um processo que alterna liberdade, criação e coerção”.(HORELLOU-LAFARGE, Chantal; SEGRÉ, Monique. Sociologia da leitura. São Paulo: Ateliê Editorial, 2010, p.139)
“A pluralidade aparece novamente nesse contexto, centrado nos aspectos interpretativos”. Na citação, o termo “interpretar” pode ser entendido como uma grande competência, que exige do leitor o cruzamento de informações, a formulação de hipóteses de sentido, coerentes com o texto e suas proposições, porém nunca observadas como resposta singular a um questionamento. Uma interpretação, a partir desse viés, será sempre uma possibilidade de entendimento, certamente acompanhado de outros.
Para Eni Orlandi, “a interpretação está condicionada a algumas determinações, desse modo, os sentidos de um texto, a partir de um questionamento posto, se constituirão cercados por algumas determinações sociais”.
 E para que a língua faça sentido é preciso que a história intervenha. E com ela o equívoco, a ambiguidade, a opacidade, a espessura material do significante. Daí a necessidade de administrá-la, de regular as suas possibilidades, as suas condições. A interpretação, portanto, não é mero gesto de decodificação, de apreensão do sentido. Também não é livre de determinações. Ela “não pode ser qualquer uma e não é igualmente distribuída na formação social”. (ORLANDI, Eni. Interpretação; autoria, leitura e efeitos do trabalho simbólico. Campinas: Pontes, 2004, p.67)
   “As duas definições, de Wolfgang e Orlandi, de certa forma, reforçam uma mesma ideia: há um componente polissêmico na leitura; essa polissemia, no entanto, está sujeita a determinações, marcadas pelo texto e pelos valores que a ele se associam no processo histórico da cultura e a literatura está associada a esse processo”, por isso se faz tão necessária a sua exploração em sala de aula".



REESCRITA


Conforme   embasamento teórico: “O terceiro conceito de reescrita dialoga com o conceito de autor. Para que um escritor, seja ele profissional ou pessoa comum, elabore seu texto, e esse objeto se torne algo interpretável dentro de um contexto (ou, como afirma Riolfi, seja uma “peça homogênea”), é preciso entender a escrita como um processo de idas e vindas, em que o produtor se afasta de seu escrito e manipula a linguagem escrita em busca de determinados objetivos. Se ele quer, por exemplo, escrever um e-mail amoroso, deverá pensar em quem receberá o texto, nos sentimentos que pretende expressar, esperando que atitude de seu interlocutor, em que momento de contato pessoal está entre outras questões possíveis. Ao refletir sobre elas e mexer em seu texto, o autor consegue produzir um texto que faça sentido dentro do contexto”.


quarta-feira, 19 de junho de 2013

Situação de Aprendizagem

Texto: “Pausa” de Moacyr Scliar
Público alvo: 9ºano
Tempo previsto: 8 a 10 aulas
          
                  Objetivo:
·         Observação e reconhecimento da estrutura narrativa;
·         Apreensão da intencionalidade estética do texto literário;
·         Leitura denotativa e conotativa de imagens;
·         Análise e caracterização da sequência narrativa em texto;
·         Identificação de elementos do texto narrativo (personagem, lugar, espaço, sequência narrativa, narrador);
·         Emprego de estratégias de antecipação de leitura a partir de pistas linguísticas;
·         Levantamento de hipóteses de leitura a partir do conhecimento do gênero.

     Conteúdo:
·         Distinção entre autor e narrador;
·         Reconhecimento e interpretação de efeitos de sentido e ambiguidades;
·         Análise dos procedimentos expansivos – descrições, comentários, explicações – em um conto;
·         Análise dos elementos linguísticos que identificam o tipo de narrador em um conto.
·         Reconhecimento de elementos da narrativa;
·         Reconhecimento das características específicas de um conto;
·         Leitura dramatizada de conto e estabelecimento de correspondência entre oralidade e escrita.

            Competências e Habilidades:
·         Construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão dos fenômenos linguísticos, da produção da tecnologia e das manifestações artísticas e literárias;
·         Selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações representados de diferentes formas;
·         Relacionar informações, representadas de diferentes formas, e conhecimentos disponíveis em situações concretas para construir argumentação consistente;
·         Confrontar diferentes impressões e interpretações sobre um tema ou uma situação dada;
·         Desenvolver o processo de produção textual como um conjunto de ações interligadas;
·         Demonstrar compreensão de textos orais e escritos por meio da retomada de tópicos;
·         Elaborar projetos coletivos de leitura e escrita, desenvolvendo estratégias para pô-los em prática.

Estratégias:
·         Exposição a diversas situações de discussão coletiva;
·         Pesquisa dirigida;  
·         Produção de síntese com base em dados apresentados oralmente;
·         Aula interativa, com a participação dialógica do aluno;
·         Rodas de leitura;
·         Valorização do cotidiano escolar e de um aprendizado ativo centrado no fazer.

Recursos:
·         Cópias do texto;
·         Computador;
·         Internet;
·         Dicionário;
·         Lousa.

Avaliação:
·         Narração oral do conto, buscando aproximação e adequação às características discursivas do texto-fonte;
·         Escrita coletiva de conto, considerando-se as especificidades do gênero, a organização do texto, o planejamento, a revisão e os recursos gráficos possíveis.
·         Organização de uma antologia dos contos elaborados.

Referências Bibliográficas:
KLEIMAN, A.B. (org.) Os significados do letramento. Campinas: Mercado das Letras, 1995. Leitura. Ensino e Pesquisa. Campinas: Pontes, 1989.
KAUFMAN, A.M. Escola, leitura e produção de textos. Porto Alegre, 1995.
ORLANDI, E.P. (org.). Interpretação. Autoria, leitura e efeitos do trabalho simbólico. Petrópolis: Vozes, 1996.

SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim. Gêneros orais e escritos na escola. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2004.

Situação de Aprendizagem

 Texto: “Meu Primeiro Beijo”, de Antonio Barreto

Público Alvo: 7º ano

Tempo estimado: 8 aulas

Objetivo:
· Leitura  e análise de texto;
· Registro do que entendeu;
· Reescrever o texto;

Conteúdo:                                                         
· O texto  de gêneros da tipologia "relatar" e elaboração de relato oral e escritos

Passo a passo:

I
· Levantar conhecimentos prévios do aluno sobre o tema;
· Oralidade, colocar questões:  
· “Como seria a vida dessa adolescente construída pelo narrador”?
· “Como seria o menino com quem ela partilharia da experiência do primeiro beijo”?
· “O que é um relato”?
· “Como identificar a passagem de tempo”?
· Ao dar início a introdução do texto, colocar essas questões em discussão ao grupo.

II
· Ler textos narrativos, relatos pessoais para a turma;
· Perguntar o que é importante anotar para ser usado depois;
· Comentar as várias formas de registro das informações sobre o texto.

III
· Pedir uma construção de registro coletivo.

IV
· Registrar o que aprenderam.

V
· Como escrever o texto a partir do que foi discutido.

VI
· Observar a organização do texto.

VII
· Reescrever o texto.

Competências e Habilidades:
· Reconhecer as características do agrupamento tipológico “relatar”, identificando-as em diferentes gêneros e contextos.
· Estabelecer relações de semelhanças e diferenças entre as tipologias “narrar” e “relatar”.
· Inferir informações subjacentes aos conteúdos explicitados no texto, criando hipótese de sentido.
· Reconhecer os vários tipos de coesão que permitem a progressão discursiva do texto.

Estratégias:
· Aula interativa, com participação dialógica do aluno, com a preparação e o conhecimento de conteúdo e estratégias por parte do professor;
· Trabalhos em grupos;

 Recursos:
· Texto impresso;
· Caderno para anotações;
· Lápis;
· Caneta;
· Giz;
· Lousa.

 Avaliação:
· Observar o que aprenderam sobre a tipologia relatar e estratégia de leitura;
· Produto final;
· Apresentar o texto reescrito oralmente.

Referências:
Caderno do Professor - Ensino Fundamental II - 7º ano Volume I
Material de apoio ao currículo do Estado de São Paulo


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Sequência didática

TEXTO: AVESTRUZ – Mário Prata

 Público alvo: alunos do 6º ano com dificuldades de leitura.
Aulas previstas: 04
Conteúdos e temas: traços característicos da crônica narrativa.
Competências e habilidades: reconhecer características do gênero “crônica”, comparar a narrativa com diferentes gêneros.

1º) Preparando a leitura:
- Organizar a sala para ser realizada uma roda de leitura;
- Apresentar a quadrinha.


2º) Antes da leitura:

- Explorar o conhecimento de mundo: Alguém conhece este texto?; 
- Vocês conhecem um avestruz?;
- O que você acha que o autor vai falar sobre este animal?;
- Que gênero textual é este? ( Caso os alunos saibam que se tratam de crônica, perguntar o que os levou a esta conclusão. Se não souberem, explicar o que é uma crônica e sua relação com o texto jornalístico.)
- Conversar com os alunos sobre os objetivos da leitura.
a) Leitura por prazer;
b) Leitura para compreender ( construção de sentidos);
- Entregar uma cópia do texto.


3º) Durante a leitura:

- Leitura expressiva pelo professor ( entonação, pausa, expressão facial e corporal, etc.);
- Leitura pausada de trechos do texto para levantamento e checagem de hipóteses e inferências locais ( ex. cismou, Floripa/Sampa, TPM, etc.) e globais ( ex. consequências da criação de animais em apartamentos, a ideologia do autor em relação a criação, menopausa e TPM.)
– Estabelecimento de comparações. Qual é a ideia principal do texto?


4º) Depois da leitura:

- Síntese semântica do texto (Quem gostaria de falar o que entendeu sobre o texto?);
- Apreciações estéticas (Vocês gostaram do texto?);
- Apreciações afetivas (Você ficou com pena da situação do menino? Você já vivenciou algo parecido?);
- Apreciações éticas (Você acha difícil criar um animal em apartamento ou um animal selvagem na cidade?);
- Relações de intertextualidade: filme Os Pinguins do Papai. Sugestão: Projetar um trecho do filme. 
- Produto final: História em quadrinhos elaborada pelo professor;
- Ilustração da história em quadrinhos (os alunos deverão ler a história em quadrinhos para poderem ilustrar);
- Elaboração de um outro final para a história;
- Elaboração de “esquetes” com a colaboração do professor de Arte.


 Quadrinha

“É um animal que engole tudo,
Moeda,tampa e botão.
É uma ave que não voa,
mas corre feito rojão
Você sabe o que é então?”


Por: Elza Suzue 

domingo, 16 de junho de 2013

SEQUÊNCIA DIDÁTICA

Sequência Didática

Público - Alunos do Ensino fundamental

Prática de leitura e escrita

Texto –  Meu primeiro beijo – Antonio Barreto

 

Justificativa

 

       A leitura sugerida do texto abaixo, e as questões propostas referentes têm como objetivo, levantar pistas para fazer um diagnóstico do conhecimento prévio do aluno sobre o assunto. Retomar o conceito de narrativa e a partir daí, fornecer dados e informações compatíveis, sobre ela e a produção escrita, mas também acrescida da leitura de imagens para elaborar o texto.

    Para tanto, os alunos terão de executar as seguintes ações: ler o texto,  e realizar a leitura de cenas imagéticas, propor uma discussão sobre a composição narrativa do texto (personagens, tempo, espaço, enredo), anotar os itens mais importantes da discussão. Reler o texto, fazer uma discussão sobre o tema e a estrutura da narrativa; planejar a escrita dos texto; produzir o texto, fazer revisão, reelaborar o texto e apresentar para a classe.

 

Situação inicial

Unidade1

Leitura e análise de texto

 

 TEXTO – 1

 Meu primeiro beijo - Antonio Barreto

 

    É dificil acreditar, mas meu primeiro beijo foi num ônibus, na volta da escola. E sabem com quem? Com o Cultura Inútil! Pode? Até que foi legal. Nem eu nem ele sabíamos exatamente o que era "o beijo". Só de filme. Estávamos virgens nesse assunto, e morrendo de medo. Mas aprendemos. E foi assim...

     Não sei se numa aula de Biologia ou de Química, o Culta tinha me mandado um dos seus milhares de bilhetinhos:

    " Você é a glicose do meu metabolismo.

     Te amo muito!

     Paracelso"

     E assinou com uma letrinha miúda: Paracelso. Paracelso era outro apelido dele.      Assinou com letrinha tão minúscula que quase tive dó, tive pena, instinto maternal, coisas de mulher...E também não sei por que: resolvi dar uma chance pra ele, mesmo sem saber que tipo de lance ia rolar.

     No dia seguinte, depois do inglês, pediu pra me acompanhar até em casa. No ônibus, veio com o seguinte papo:

   - Um beijo pode deixar a gente exausto, sabia? - Fiz cara de desentendida.

      Mas ele continuou:

    - Dependendo do beijo, a gente põe em ação 29 músculos, consome cerca de 12 calorias e acelera o coração de 70 para 150 batidas por minuto. - Aí ele tomou coragem e pegou na minha mão. Mas continuou salivando seus perdigotos:

    - A gente também gasta, na saliva, nada menos que 9 mg de água; 0,7 mg de albumina; 0,18 g de substâncias orgânica; 0,711 mg de matérias graxas; 0,45 mg de sais e pelo menos 250 bactérias...

       Aí o bactéria falante aproximou o rosto do meu e, tremendo, tirou seus óculos, tirou os meus, e ficamos nos olhando, de pertinho. O bastante para que eu descobrisse que, sem os óculos, seus olhos eram bonitos e expressivos, azuis e brilhantes. E achei gostoso aquele calorzinho que envolvia o corpo da gente. Ele beijou a pontinha do meu nariz, fechei os olhos e senti sua respiração ofegante. Seus lábios tocaram os meus.     Primeiro de leve, depois com mais força, e então nos abraçamos de bocas coladas, por alguns segundos.

       E de repente o ônibus já havia chegado no ponto final e já tínhamos transposto , juntos, o abismo do primeiro beijo.

       Desci, cheguei em casa, nos beijamos de novo no portão do prédio, e aí ficamos apaixonados por vária semanas. Até que o mundo rolou, as luas vieram e voltaram, o tempo se esqueceu do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram...e foi ficando nisso. Normal. Que nem meu primeiro beijo. Mas foi inesquecível!

BARRETO, Antonio. Meu primeiro beijo. Balada do primeiro amor. São Paulo: FTD, 1977. p. 134-6.

 Expressão oral


.                    Você gosta de ler histórias?
.             De que tipo de histórias você mais gosta? Por quê?
.            Ao ler o título, vemos a palavra beijo. O que você espera do texto que lê?
.                    O que contém um texto narrativo?
 Expressão escrita

 Referente ao texto 1  “Meu primeiro beijo” – Antonio Barreto
 1 - Use o dicionário para pesquisa, após destacar as palavras desconhecidas no texto.
 2 - Fazer um questionamento ao grupo sobre as intenções do narrador, quanto à trajetória da personagem principal, e a sua controvérsia sobre seu primeiro beijo, e do parceiro escolhido para vivenciar essa experiência marcante em sua vida.
3 - Quando a personagem principal menciona o codinome "Cultura Inútil" ao referir-se ao seu primeiro namorado e ao seu primeiro beijo, ela usa a expressão. “... com o Cultura Inútil, pode"!  Essa fala da personagem para os nossos ouvidos, ela estaria sendo preconceituosa?
4 - Ao falar da inexperiência de ambos sobre o primeiro beijo, a personagem expõe a falta de experiência do garoto. Como ela tinha conhecimento disso? Eram amigos íntimos, já tinham partilhado dessa intimidade?
 5 - A expressão "Cultura Inútil" refere-se ao excesso de cultura do garoto ou falta dela?
 6 - Na frase: "O Culta tinha me mandado um dos seus milhares de bilhetinhos".  Ela se refere na troca de bilhetes em sala de aula?  Em sua opinião, isso é rotina num cotidiano escolar?
7 - Quando ela diz: “Assinou com letrinha tão minúscula que quase tive dó”. Ela insinua que já era pública a dificuldade dele para expor seus sentimentos e assume ter conhecimento da timidez do garoto?
 8 - "Resolvi dar uma chance para ele". O que a personagem sugere com essa expressão?
9 - “Pediu para me acompanhar até em casa". A iniciativa de romance do jovem contemporâneo, ainda parte do sexo masculino, independente da idade dele?
10 -  Refazer o último parágrafo e dar um novo final ao texto.
11 - Indique as alternativas corretas:
(    ) Um narrador, ou seja, alguém que conta a história, que nos apresenta seu enredo.
(    ) As personagens, que são responsáveis pela ação da trama dentro da história.
(      ) Comentários impessoais a respeito do espaço e do tempo do enredo.
(     ) Espaço e tempo. Em que lugar, ou cenário, e quando acontece a ação das personagens.
(     ) Um ponto de vista, ou seja, o enredo determina uma argumentação para convencer o leitor a gostar da história.
12. O texto Meu primeiro beijo é uma narrativa? Por quê?
13 - O que você espera do enredo deste texto com esse título?
1 4 - Reúna em dupla para o processo de releitura do texto, “Meu primeiro beijo.”
·                    Identifique suas características;
·                    Tema;
·                    Estrutura da narrativa que o organiza;
·                    Faça o registro.
Utilize a ficha organizativa para o registro
Título do texto


Referências bibliográficas (título do livro onde foi publicado, ano, editora).


Nome do autor


Personagens


Tempo


Espaço


Narrador


Enredo


Tema


Identificação de características próprias da linguagem literária, em contraposição as da linguagem oral.

Os participantes devem falar sobre suas impressões iniciais do texto:
a)        Compreenderam a História? Acharam- na interessante ou envolvente?
b)        O participante deve levar em conta que, o acontecimento externo ou interno leva à compreensão de algum aspecto subjetivo: O que foi vivido visto ou presenciado?
c)    Que compreensão foi alcançada? Ou que reflexão?
d)    Defina em linhas gerais, a progressão do texto: começo, meio e fim.
Ao elaborar  um texto é necessário ficar atento, pois há sempre alguma sequência de fatos exteriores acompanhando o desenrolar da narrativa , considerá-las em seu texto.
1 - Siga alguns critérios:
•   Valorização do tempo e do espaço na narrativa;
•   Presença de um narrador, em primeira ou terceira pessoa;
•   Uso da norma padrão da língua portuguesa;
•   Organização e limpeza na apresentação do trabalho;
 •   Respeitar o tema.
Produção final
Unidade1
2 - Escrever uma narrativa, ao terminá-la o, formar uma dupla e trocar com o colega.
3 -  A partir da leitura da narrativa do colega, fazer um comentário geral sobre o texto:
a)       O texto do colega está compreensível?
b)      A linguagem geral do texto dele foi bem construída?
c)        Há algum recurso especial de linguagem colaborando para a construção da vida interior da personagem?
d)           Há um conflito claro no texto lido?
e)           Os fatos exteriores que geraram o conflito podem ser deduzidos pelo leitor?
f)             As palavras foram cuidadosamente escolhidas por ele?
g)            Há uso produtivo de campos semânticos diversos?
h)        O texto aponta para um sentido final?
4     - Reescreva o texto, troque-o com o colega, leia com atenção as anotações do colega, em seguida releia o seu texto, busque compreender as intervenções realizadas pelo colega, anote no seu texto as possíveis modificações. Concluída as alterações necessárias no encerramento da atividade, apresente para a sala.
Unidade 2
REVISÃO DE CONCEITO DE NARRATIVA
1 – Analise  o conceito de narrativa - Por Ana Paula de Araújo
        A narração é um dos gêneros literários mais fecundos, portanto, há atualmente diversos tipos de textos narrativos que comumente são produzidos e lidos por pessoas de todo o mundo.
        Entre os tipos de textos mais conhecidos, estão o Romance, a Novela, o Conto, a Crônica, a Fábula, a Parábola, o Apólogo, a Lenda, entre outros.
       O principal objetivo do texto narrativo é contar algum fato. E o segundo principal objetivo é que esse fato sirva como informação, aprendizado ou entretenimento. Se o texto narrativo não consegue atingir seus objetivos perde todo o seu valor. A narração, portanto, visa sempre um receptor.
      Vejamos os conceitos de cada um desses tipos de narração e as diferenças básicas entre eles.
      Romance: em geral é um tipo de texto que possui um núcleo principal, mas não possui apenas um núcleo. Outras tramas vão se desenrolando ao longo do tempo em que a trama principal acontece. O Romance se subdivide em diversos outros tipos: Romance policial, Romance romântico, etc. É um texto longo, tanto na quantidade de acontecimentos narrados quanto no tempo em que se desenrola o enredo.
      Novela: muitas vezes confundida em suas características com o Romance e com o Conto, é um tipo de narrativa menos longa que o Romance, possui apenas um núcleo, ou em outras palavras, a narrativa acompanha a trajetória de apenas uma personagem. Em comparação ao Romance, se utiliza de menos recursos narrativos e em comparação ao Conto tem maior extensão e uma quantidade maior de personagens.
     OBS: A telenovela é um tipo diferente de narrativa. Ela advém dos folhetins, que em um passado não muito distante eram publicados em jornais. O Romance provém da história, das narrativas de viagem, é herdeiro da epopéia.
      A novela, por sua vez, provém de um conto, de uma anedota, e tudo nela se encaminha para a conclusão.
     Conto: É uma narrativa curta. O tempo em que se passa é reduzido e contém poucas personagens que existem em função de um núcleo. É o relato de uma situação que pode acontecer na vida das personagens, porém não é comum que ocorra com todo mundo. Pode ter um caráter real ou fantástico da mesma forma que o tempo pode ser cronológico ou psicológico.
       Crônica: por vezes é confundida com o conto. A diferença básica entre os dois é que a crônica narra fatos do dia a dia, relata o cotidiano das pessoas, situações que presenciamos e já até prevemos o desenrolar dos fatos. A crônica também se utiliza da ironia e às vezes até do sarcasmo. Não necessariamente precisa se passar em um intervalo de tempo, quando o tempo é utilizado, é um tempo curto, de minutos ou horas normalmente.
       Fábula: É semelhante a um conto em sua extensão e estrutura narrativa. O diferencial se dá, principalmente, no objetivo do texto, que é o de dar algum ensinamento, uma moral. Outra diferença é que as personagens são animais, mas com características de comportamento e socialização semelhantes às dos seres humanos.
        Parábola: é a versão da fábula com personagens humanas. O objetivo é o mesmo, o de ensinar algo. Para isso são utilizadas situações do dia a dia das pessoas.
        Apólogo: é semelhante à fábula e à parábola, mas pode se utilizar das mais diversas e alegóricas personagens: animadas ou inanimadas, reais ou fantásticas, humanas ou não. Da mesma forma que as outras duas, ilustra uma lição de sabedoria.
          Anedota: é um tipo de texto produzido com o objetivo de motivar o riso. É geralmente breve e depende de fatores como entonação, capacidade oratória do intérprete e até representação. Nota-se então que o gênero se produz na maioria das vezes na linguagem oral, sendo que pode ocorrer também em linguagem escrita.
          Lenda: é uma história fictícia a respeito de personagens ou lugares reais, sendo assim a realidade dos fatos e a fantasia estão diretamente ligadas. A lenda é sustentada por meio da oralidade, torna-se conhecida e só depois é registrada através da escrita. O autor, portanto é o tempo, o povo e a cultura. Normalmente fala de personagens conhecidas, santas ou revolucionárias.
           Estes acima citados são os mais conhecidos tipos de textos narrativos, mas podemos ainda destacar uma parcela dos textos jornalísticos que são escritos no gênero narrativo, muitos outros tipos que fazem parte da história, mas atualmente não são mais produzidos, como as novelas de cavalaria, epopéias, entre outros. E ainda as muitas narrativas de caráter popular (feitas pelo povo) como as piadas, a literatura de cordel, etc.
         Devido à enorme variedade de textos narrativos, não é possível abordar todos ao mesmo tempo, até mesmo porque cotidianamente novas formas de narrar vão sendo criadas tanto na linguagem escrita quanto na oral, e a partir destas vão surgindo novos tipos de textos narrativos.
http://www.infoescola.com/sociologia/entretenimento/

2 -  Faça uma discussão sobre o conceito de narrativa da frase abaixo:

NARRATIVA - "Sendo a narrativa a enunciação de um discurso que relata acontecimentos ou ações, para a sua definição é necessário considerar a história que ela conta e o discurso narrativo que a enuncia". (E. Dicionário de termos Literários de Carlos Ceia).

Expressão oral
“As narrativas de antigamente” são as mesmas de hoje?  Mudaram? Explique.
3 - Faça um resumo do texto abaixo:

TEXTO 2

  A literatura e a sociedade

     Os textos, orais e escritos, que procuram atender à necessidade humana de arte são chamados de literatura. Ocorre que nem todos consideram literatura como o mesmo conjunto de textos. Naturalmente, não podemos reduzir o que é artístico ao que é bonito.
     Embora seja verdade o que o conceito de arte se relaciona aos conceitos de gosto e de belo, os gostos mudam de acordo com a época, o lugar, a cultura e o grupo social. Por exemplo, alemães e brasileiros, a princípio, não terão sempre os mesmos gostos ou classificarão as mesmas coisas como sendo “belas”.
     Além disso, grupos sociais tentam impor o seu conceito de literatura para outros. Muitas vezes fazem isso por meio de instituições como a escola, que, conforme o acervo de suas bibliotecas e os textos adotados pelos professores, em especial de Língua Portuguesa, acaba por selecionar o que é texto literário do que não é. O mesmo poderia falar das universidades: quem diria cogitar se um determinado livro solicitado por uma universidade em um vestibular não é “bonito” o suficiente para ser classificado como literatura?
     A literatura, contudo, não é a única nessa situação: ela não é independente, mas está relacionada aos demais fenômenos sociais e econômicos que configuram uma determinada sociedade. Os fundamentos do que é arte não são de origem individual, massa a obra de arte, sim: é a criação de um indivíduo, o artista. Esse artista produz a obra de arte, um trabalho de imaginação.
     A imaginação, por um lado, não pode fugir das referências da realidade. Por mais imaginativo que seja o artista, sempre há algo de realidade em suas obras. Por outro, a imaginação do artista deve permitir que a obra de arte vá além da realidade, não necessariamente contra essa realidade, mas desvelando, possibilitando que o leitor do texto literário encontre numa situação local, algo que seja universal.
     O texto literário também não se deve confundir com o texto histórico. “Ah, esse livro é legal porque é baseado em fatos!” – isso não é um critério literário, mas histórico. A história descreve fatos que ocorreram realmente, preocupando-se com os detalhes particulares desses fatos. A literatura descreve fatos que, verdadeiros ou não, pouco importa, revelam aspectos universais – ou seja, sempre presentes – do ser humano.   Elaborado especialmente para São Paulo faz escola.

4 -  Leiam o texto abaixo, reflita e responda as questões:
a)           Trata-se de uma obra literária? Por quê?
b)           Que imagem de narrador se forma na mente do leitor? Por quê?
c)           Ao falarmos da leitura de textos literários é importante saber se os fatos narrados são reais ou não?  Por quê?

TEXTO 3
MEDO DA ETERNIDADE - Clarice Lispector
    Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
    Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
    Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
___Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
___Como não acaba? ___Parei um instante na rua, perplexa.
___Não acaba nunca e pronto.
    Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor de rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar, no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor de rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta.
    Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
___Agora que é que eu faço? ___Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
___agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
    Perder a eternidade? Nunca.
    O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
___Acabou-se o docinho. E agora?

___Agora mastigue para sempre.
     Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.
    Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
    Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
___Olha só o que aconteceu! ___Disse eu em fingidos espanto e tristeza. ___Agora não posso mastigar mais a bala acabou!
___Já lhe disse ___repetiu minha irmã ___ que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
    Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso.
 Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.
LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro. Nova Fronteira, 1984, p. 446-8.
Referente ao texto 3 “Medo da eternidade” de Clarice Lispector – responda:
1 -  “... parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas”.
a.            Explique o raciocínio do narrador.
b.            Que expressão do sétimo parágrafo resume a mesma ideia?
2 - Por que o narrador supõe a existência de um ritual para o simples ato de mascar chiclete?
3 - A narrativa é feita em primeira pessoa por um narrador adulto que recorda a infância. A que o narrador dá mais importância: ao fato em si ou a reflexão despertada pela lembrança do fato? Justifique.
4 - Empregando apenas substantivos abstratos, resuma o estado psicológico latente nas reações do narrador em cada fragmento:
a.            “Parei um instante na rua perplexa”.
b.            “...quase não podia acreditar no milagre”.
c.            “Perder a eternidade? Nunca”.
 ANÁLISE INTERPRETAÇÃO DE IMAGENS
Imagem 1
1     - Formar duplas observar as imagens, responder as questões referentes a elas:


                                                                       Arte -  Antonio Canova – Cupido e Psique

  • Que sentimentos esta imagem desperta em você
  • O que você vê?
  • O que a escultura representa?
  • Que palavras vêm ao seu pensamento quando você observa essa obra de arte?

Imagem 2
 Imagem 3
Imagem 4
2 -  As imagens 1. 2. 3. 4 - poderiam servir de tema para a escrita de uma história?

  • Qual das imagens já parece por si só uma história, ou apresenta uma sequência narrativa incompleta?
  • Se tivessem uma das imagens para escrever uma história, qual seria?
  • Seria possível escrever uma única história organizando as imagens em sequência?
  • Quem tirou a foto?
  • O que pretendia com ela?
  • O que deseja contar com essa imagem?
  • O que o fotógrafo priorizou ao tirar essa foto?
  • Ele enfoca alguém ou algum objeto em particular?
  • Que coisas estão perto desse foco, mas aparecem em segundo planos?
Anotar as informações e ideias discutidas aqui sobre as imagens em uma tabela para usarmos em seguida:

Imagem 1   
Imagem 2
Imagem 3  
Imagem 4

Informação aparente






Contexto da imagem






Ideias suscitadas pela leitura das imagens






Histórias possíveis de contar com base nas Imagens






Como essas imagens traduzem o tema Contemplação





Iniciar o processo de escrita de um enredo (os principais acontecimentos de uma história), a partir do qual escreverão um texto representativo que fizeram dessas imagens.
3 -    Siga essas orientações:
a)           As duplas devem selecionar as imagens sobre as quais desejam escrever; 
b)           Observem quais são os elementos mais importantes de cada imagem, ou de todas?
c)           “O que mais motiva vocês nessa leitura de imagens?”, “Sobre o que gostariam de escrever, por acharem mais interessante, motivador ou representativo nas imagens que leram?”.
4 -  Escreva um pequeno enredo com os dados mais importantes que queiram contar no texto.
Podemos observar na última imagem um casal observando o mar.
a)          Que palavras vêm ao nosso pensamento ao observar essa cena?
b)          Quem são eles?
c)           Qual sua história?
d)           Como se conheceram?
e)            Estão apaixonados? Onde moram?
f)             Imaginem que as personagens estejam conversando. O que acham que elas estariam dizendo uma para a outra? Reproduza esse diálogo, vamos inventar um enredo para essa imagem, criar informações que respondam essas questões.
 5. As duplas devem, a partir do enredo elaborado, escrever a primeira versão do texto. È necessário levar em conta a própria estrutura do gênero narrativo Siga os critérios a seguir:
•          Uso apropriado da norma-padrão da língua portuguesa.
•          Uso producente dos elementos da narrativa: personagem, ação, espaço, tempo.
•          Presença de atualidade e sensibilidade na escolha do tema.
•          Criatividade, bom gosto e expressão poética da linguagem.
•          Preocupação com a intencionalidade comunicativa.
•        Utilização de projeto de texto.
Produção final
Unidade 2
 -  Elaborem, antes, um projeto de texto, completando o modelo a seguir:
 Elementos da narrativa
Tema a ser abordado no texto

Personagens:

Ação principal:

Espaço:

Tempo:

Estruturas do texto
Introdução:




(Questão básica: como despertar a atenção do leitor para que ele leia o texto?).
Desenvolvimento da narrativa:


Conclusão/Desfecho:
(Que reflexão eu gostaria de oferecer ao meu leitor? - deve harmonizar-se com a introdução.)

 - Retorne as imagens, escreva um texto,
Seguindo as instruções abaixo:
a.            Pense no leitor e no objetivo que você tem em vista. Você quer entreter, divertir o leitor, sensibilizá-lo ou fazer com que ele reflita?
b.            Planeje o modo de construir a narrativa de seu texto. Procure contar o fato de uma forma que envolva o leitor, despertando nele interesse pela narração e a vontade de ler o texto até o final. Se possível, guarde uma surpresa para o fim, de modo a fazer com que o leitor retome a leitura do texto, e empregue em seu texto a variedade padrão formal ou outra, de acordo com as personagens envolvidas.
c.            Faça um rascunho e, antes de concluir seu texto, realize uma revisão cuidadosa e refaça o texto quantas vezes forem necessárias.
d.            Observe se o texto apresenta uma visão pessoal da imagem escolhida; se nela há os elementos narrativos básicos; se o texto ficou curto e leve; se diverte ou promove uma reflexão; se a linguagem empregada é adequada ao gênero e ao contexto.
e.            Após a escrita do texto, troquem-no com outra dupla e anotem, a lápis, sugestões para melhorar a escrita. Na devolução do texto, vejam as opiniões de seus colegas, mas considerem se, de fato, elas deixarem o texto melhor. Observem que não se trata de escrever outro texto, mas de aprimorar o que já fizeram. Em seguida: Cada dupla apresenta seu texto oralmente para toda a classe.

REFERÊNCIAS

Livro- Português: Linguagens- volume único – São Paulo, 2003.
CEREJA, Roberto William – Magalhães, Thereza Cochar.

Livro-Diálogo – Língua portuguesa – São Paulo: FTD, 2001.
BELTRÃO, Eliana – Velloso, Maria Lúcia

Caderno do Professor e do aluno: língua portuguesa,  ensino fundamental e ensino médio / Secretaria da Educação; coordenação geral, FINI, Maria Inês e equipe - São Paulo: SEE, 2008.

OLIVEIRA, TANIA A.,  - Tecendo textos - Ensino de Língua Portuguesa Através de projetos /Tania A. Oliveira, R. Bertolin, A. S. Silva, 2. Edição - São paulo: IBEP, 2002. (Coleção Novo  tempo)

Imagens – imagens  coletadas da Internet.