O texto “O desenvolvimento e o ensino da
linguagem oral: a necessidade de ficcionalização”, de Bernard Schneuwly (2011,
p. 143-146).
Conforme o autor: As formas cotidianas de
produção oral funcionam em especial nas crianças, principalmente na forma de
reação imediata a palavra dos outros interlocutores presentes; a gestão da
palavra é, portanto, coletiva; a palavra do outro constitui o ponto de partida
da palavra própria. Embora igualmente inscrita numa situação de imediatez, pelo
próprio fato de que a produção oral se dá, em geral, em presença de outros na
forma dialogal, segundo as situações, as formas institucionais do oral implicam
outros modos de gestão que são essencialmente individuais: o que será dito não
se elabora. Mas necessita de uma
preparação, em modalidades diversas, que entra em interação com o processo de
produção em situação, a palavra alheia não é somente aquela imediatamente
presente, mas ao mesmo tempo, aquela proferida antes, por outros não presentes, aos quais
igualmente se dirige: a da instituição e a de seus membros e representantes.

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